Quando fazemos autotratamento de Reiki, muitas vezes surge a ideia de que precisamos “parar a mente” para que a prática funcione. Mas essa tentativa, por si só, já cria tensão. A mente não precisa de silêncio forçado, mas de espaço para ser compreendida.
Colocas as mãos no corpo e começas. Nesse momento, não tens de fazer mais nada. Não tens de imaginar energia, nem de controlar pensamentos, nem de alcançar um estado especial. Apenas permaneces.
A mente vai continuar a produzir pensamentos, e isso é natural. Vai lembrar-te de coisas, criar diálogos, distrair-se, e está tudo bem. O erro não está em pensar, mas em ir atrás de cada pensamento como se fosse importante.
O Reiki é estar, não fazer
O Reiki é uma prática de estar, não de fazer. Quando colocas as mãos no corpo, o essencial é a tua presença. Sentes o toque, observas a respiração natural e permites-te simplesmente estar contigo.
Não é necessário procurar sensações especiais ou estados profundos. O simples ato de estar já é suficiente.
Durante o autotratamento, a atenção vai e vem. Observas os pensamentos sem te identificares, notas as sensações no corpo e manténs uma atenção tranquila, sem esforço, e quando a mente se dispersa, regressas.
Quando te apercebes de que te perdeste num pensamento, esse momento já é consciência, e é aí que regressas. Não precisas de corrigir nada, nem de recomeçar, apenas continuas.
Não controlas a mente, permites o processo
Com o tempo, esta forma de estar transforma a prática. A mente deixa de ter tanto peso, o corpo torna-se mais sensível e a presença surge com mais naturalidade.
Como praticante, não diriges a energia, apenas permites. O Reiki flui naturalmente para onde é necessário, por isso não precisas de manter a mente focada no “envio de energia”. Basta ter uma intenção simples, colocar as mãos e estar presente, que a energia faz o resto.
Antes de começares, podes apoiar-te nos princípios do Reiki. Só por hoje, sou calmo. Confio. Sou grato. Trabalho honestamente. Sou bondoso. Estes princípios ajudam a criar um estado interior mais estável e facilitam a presença.
A profundidade está na aceitação
Uma das maiores dificuldades é querer controlar a mente, mas o caminho é o oposto: aceitar. Quando surgem pensamentos, não os rejeitas nem os alimentas, mas apenas reconheces e deixas passar.
Essa atitude cria espaço interno, e é nesse espaço que o Reiki atua com mais profundidade.
Mais do que procurar um estado ideal, o importante é a prática constante. O autotratamento diário vai naturalmente acalmando a mente e aprofundando a ligação contigo.
No Reiki, não procuramos o vazio da mente, mas a simplicidade do ser. Quando deixas de lutar contra os pensamentos e apenas estás presente, o autotratamento transforma-se num verdadeiro momento de reconexão.
